A asma da lurdes não quer saber se ela está desempregada

Avaliação de Impacto Social do Programa abem:

2016 - 2025

Ficha Técnica

Entidade responsável pelo Estudo de Avaliação de impacto: StoneSoup Consulting.

Principais Impactos

Existe uma relação clara entre o desenvolvimento do Programa abem: e a promoção do acesso ao medicamento à população mais vulnerável, com impacto positivo no Serviço Nacional de Saúde, na Segurança Social, no Ambiente e na Coesão Social.

Consulta

Os dados usados têm origem em diferentes fontes.

Dados primários: Inquéritos e questionários com 943 respostas completas validadas e realização de 6 sessões qualitativas com grupos focais com um total de 37 participantes.

Dados Secundários: Bases de Dados Oficiais: WHO, INE, Pordata, INFARMED, CEFAR, SNS, Instituto da Segurança Social e plataforma One Value (ACSS); Cartografia e SIG: Google Maps e Google My Maps; Literatura Científica e Referênciais: Nova SBE, OCDE, Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA) e OMS.

Metodologia

O estudo adotou uma metodologia mista (quantitativa e qualitativa), assente na Teoria da Mudança (revista e validada em 2025).

Foi utilizado um modelo de análise post/pre (retrospetivo), no qual os beneficiários avaliaram, através de questionário online, a sua situação comparando um período homólogo de 12 meses antes e 12 meses depois da integração no Programa abem:.

O cálculo do valor presente dos benefícios fundamentou-se numa Análise de Custo-Benefício com atualização monetária dos custos operacionais da Associação Dignitude face às despesas evitadas ao SNS e Segurança Social.

Objetivos

Medir a eficiência da criação de valor social, analisando a relação entre os recursos aplicados
e as mudanças tangíveis alcançadas.

Avaliar impactos multidimensionais nos diversos grupos de interesse, com enfoque nas mudanças geradas para beneficiários diretos, entidades referenciadoras, rede de Farmácias
e doadores.

Quantificar o impacto económico e ambiental, determinando o valor potencial dos custos
evitados para o Estado e o contributo para a sustentabilidade ambiental.

Obter evidências estratégicas que suportem a sustentabilidade financeira a longo prazo.

Ser uma ferramenta de ação-aprendizagem, permitindo que o conhecimento gerado através da auscultação participativa dos stakeholders se traduza em melhorias operacionais e num maior alcance social do programa.

Impactos

Principais Impactos do abem: nos Beneficiários

Saúde

Adesão à terapêutica

Acesso aos medicamentos prescritos e cumprimento da terapêutica

87,8%

Passaram a conseguir comprar os medicamentos prescritos com regularidade.

Redução do endividamento

Redução do endividamento e do estigma

66,5%

Passaram a conseguir pagar outras despesas essenciais do agregado familiar.

75,9%

Deixaram de pedir dinheiro emprestado ou ajuda na farmácia.

Qualidade de Vida

Melhoria da condição de Saúde, Bem-Estar e Qualidade de Vida

97,1%

Registaram uma melhoria na sua vida familiar.

Mudanças positivas após integração na Rede abem:

  • Maior facilidade em realizar tarefas diárias e cuidar de si;
  • Melhor mobilidade do beneficiário;
  • Diminuição da ansiedade, depressão, dor e mal-estar;
  • Aumento do conhecimento sobre a toma de medicamentos e da autoconfiança na gestão da saúde.

Inclusão

Aumento do sentimento de justiça e dignidade

78,0%

Medida em que o beneficiário perceciona que o acesso aos medicamentos em Portugal é justo.

*Resultados da avaliação de impacto social (recolha de dados entre Novembro de 2025 e Fevereiro de 2026).

Impactos diretos noutros Stakeholders abem:

Farmácias abem:

82,4%
Satisfação das necessidades dos beneficiários abem:

85,4%
Contributo para a melhoria do bem-estar da comunidade

Entidades Referenciadoras

95,2%
Aumento da capacidade de resposta na área do medicamento

88,8%
Melhoria da relação com os beneficiários

Doadores empresariais e individuais

82,4%
Apoio ao Programa abem: como compromisso regular e investimento de longo prazo

95,0%
Confiança na transparência do Programa abem:

*Resultados da avaliação de impacto social (recolha de dados entre Novembro de 2025 e Fevereiro de 2026).

Impacto sistémico do abem:

Existe uma relação clara entre o desenvolvimento do Programa abem: e a promoção do acesso ao medicamento à população mais vulnerável, com impacto positivo no Serviço Nacional de Saúde, na Segurança Social, no Ambiente e na Coesão Social.

Entre 10,47 e 11,35 milhões de euros*

Poupança estimada para o SNS ao longo dos 10 anos do Programa. (As maiores parcelas são os Internamentos Cirúrgicos Urgentes com 46%, Episódios de Urgência (sem internamento) com 19% e Consultas Médicas Presenciais Externas com 18,9%.)

Por cada 1€ investido na Associação Dignitude existe um retorno potencial entre 3€ e 3,3€ para o SNS e Segurança Social, para o ano de 2025**

Este retorno resulta, sobretudo, da redução de episódios de urgência, de internamentos evitáveis, mas também das prestações sociais evitadas associadas à doença e à incapacidade.

*Extrapolação dos resultados dos questionários para o universo de beneficiários do Programa abem:. Resultados da avaliação do impacto do abem: (recolha de dados entre Novembro de 2025 e Fevereiro de 2026).

**Resultados do cálculo do valor de Custo-Benefício para o ano de 2025. Não inclui custos com comparticipações.

ESTIMATIVA DE POTENCIAIS CUSTOS EVITADOS PARA A POPULAÇÃO EM RISCO DE CADA UM DOS SISTEMAS

Potenciais custos evitados, no ano de 2025, se o Programa abem: apoiasse toda a população em risco.

Entre 43,7 M€ e 47,3 M€*

Potenciais custos evitados para o ano de 2025.
*Extrapolação dos resultados do cálculo do valor de Custo-Benefício do Programa abem: para o ano de 2025 projetado para a população em risco (margem de erro de 4%)

53,2 milhões de euros**

Potenciais custos evitados para o ano de 2025.
**Valor calculado a partir de dados da Segurança social para a população em risco. Despesa da Segurança Social: Subsídio de doença e tuberculose: 996299 (Projeção obtida com regressão linear / 876,137 Beneficiários com prestações de doença = Valor por beneficiário: 1137€.

Coesão Territorial

O Programa abem: cobria, em 2025, 57,1% dos concelhos portugueses, estando a sua rede suportada por um total de 201 Entidades Referenciadoras e 1.252 Farmácias abem:.  Cobre uma parte significativa dos concelhos com maiores valores de Beneficiários do RSI e do Subsídio social de desemprego.

Distribuição da rede de Entidades Referenciadoras

Distribuição da rede de Farmácias abem:

Impacto Ambiental

Ao evitar episódios clínicos graves e deslocações desnecessárias a serviços de saúde, o abem: contribui para a redução de emissões de gases com efeito de estufa e de resíduos hospitalares.

Jornada do Paciente

Entre 1152,7 e 1248,7 toneladas de CO2e* evitadas em emissões geradas nas deslocações aos serviços do SNS e às Entidades Referenciadoras de 2016 a 2025.

Resíduos hospitalares resultantes de internamentos

Entre 759,3 e 822,6 toneladas de resíduos biomédicos evitados ao prevenir internamentos através da adesão à terapêutica, de 2016 a 2025.**

*Resultados do estudo de avaliação do impacto do abem: (recolha de dados em 2025). Extrapolações para o universo dos beneficiários abem:, assumindo margem de erro de 4%. No inquérito recolheu-se o número de deslocações anuais efetuadas, o tipo de transporte utilizado e calculou-se a distância geográfica precorrida por beneficiário. Ao aplicar o fator de emissão correspondente a cada tipo de veículo aos quilómetros totais calculados no passo anterior, obtém-se o total de emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE) poupadas em CO2e.

**Resultados do estudo de avaliação do impacto do abem: (recolha de dados em 2025). Dados do Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA) e One Value. Extrapolações para o universo dos beneficiários abem:, assumindo margem de erro de 4%. 

Contributo do Programa abem: para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

  • Resolve o dilema financeiro entre tratar a doença ou adquirir bens essenciais.
  • Elimina o endividamento e a necessidade de recurso a crédito nas farmácias.
  • Liberta o orçamento familiar para necessidades vitais, como a alimentação e a energia.
  • Aumenta o conhecimento
    terapêutico e capacita o beneficiário para a ação.
  • Melhora a compreensão sobre posologias e a identificação de efeitos
    adversos.
  • A continuidade terapêutica reverte o declínio físico e estabiliza a saúde mental.
  • Estanca descompensações clínicas, evitando o recurso aos serviços de saúde.
  • A estabilização clínica
    protege a produtividade e previne o absentismo laboral. 
  • Devolve ao utente a
    segurança e a autoconfiança na gestão da sua doença.
  • Garante o acesso à saúde como um direito efetivo.
  • A dispensa anonimizada da medicação elimina o estigma e a discriminação ao balcão.
  • Diminui a dependência estrutural de apoios financeiros por parte de familiares.
  • Assegura um acesso transversal e de proximidade à medicação em todas
    as regiões do país.
  • Articula uma rede de proteção social robusta e ancorada nas necessidades reais da comunidade local.
  • Diminui as deslocações aos serviços de saúde e às Entidades Referenciadoras reduzindo as emissões de CO2e.
  • Evita internamentos hospitalares diminuindo a produção de resíduos biomédicos.
  • Orquestra os recursos de forma eficiente entre Entidades Referenciadoras, Farmácias e doadores.
  • Dinamiza um ecossistema de parcerias focado estritamente no bem-estar do beneficiário, através do acesso ao medicamento.

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